Vale a pena brigar? Descubra quem você é em uma discussão amorosa

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Dizem por aí que uma briga sempre sem faz necessária para “apimentar” a relação com o parceiro. Será? “Antigamente, o homem da casa dizia ‘faça isso’ e se fazia. Hoje, as mulheres têm posição sobre a educação dos filhos, concepções sobre a vida sexual, sobre a relação do casal e tudo isso deve ser colocado para que se busque, na melhor das hipóteses, a terceira posição. Que não é nem a dela, nem a dele, mas uma construída a partir do verdadeiro entendimento da questão”, afirma a psicóloga da PUC de São Paulo Ana Bock.

Antes de entrar em conflito, contudo, melhor se perguntar: quando uma discussão vale realmente à pena? “Sempre que um ou outro tiver questões fundamentais. E isso quem diz é o próprio casal. Às vezes um problema que parece bobo pode ser de extrema importância para o outro”, diz Ana.

O terapeuta sexual João Batista Pedrosa, explica que há dois tipos de discussões: a primeira, aquela em que pelo menos um dos parceiros discute as diferenças como forma de defender seu ponto de vista. Já a segunda, com características patológicas, é motivada por provocações com objetivo de punir o outro. Entre uma e outra, o terapeuta diz preferir ficar com o conceito da assertividade.

Ele dá um exemplo: “Durante um encontro com amigos, a mulher comenta algo íntimo sobre o parceiro expondo-o a uma situação constrangedora. Esse homem poderia responder à provocação com gritos, berros e até com agressividade. Ou então, com passividade, ficando calado, que também é muito ruim. É aí que as pessoas precisam praticar a assertividade, que nada mais é do que se colocar no lugar do outro. Chamar o parceiro e dizer ‘olha, eu não gostei do que aconteceu, gostaria que você se colocasse no meu lugar’. Assertividade é quando você se coloca de forma equilibrada e adequada e expõem seus sentimentos”.

A reação de passividade mencionada acima é vista pela psicóloga Ana Bock como uma forma dos homens abafarem o poder de autorização masculina, do ‘deixo ela falar porque não estou nem um pouco interessado no assunto’. Mas será que esse comportamento não poderia prejudicar a relação? “Sim, claro. No entanto, a briga “boa” é aquela em que você parte do princípio de que é preciso respeitar a existência de uma posição diferente. Então, não pode haver descaso, intolerância, autoritarismo e imposição”, acrescenta a psicóloga.

Descubra quem você é em uma briga com o parceiro, segundo a psicóloga Ana Bock:

Dominadora: Acha que a verdade está com ela e que existe apenas uma verdade. Nas relações, trabalha para convencer o outro de que ele está errado.

Submissa: Desvaloriza os seus pensamentos, as suas concepções em favor da posição do outro. Isso pode estar ligado a outros interesses, como por exemplo continuar joias de presente do marido.

Indiferente: Indiferente à posição do outro, é indiferente ao debate e vai continuar com a sua certeza.

Racional: Entra na discussão e procura apresentar muito argumentos fugindo da possibilidade de questões afetivas estarem envolvidas.

Fonte: DaquiDali

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