Festa junina e julina é sinônimo de desequilíbrio contra a dieta, certo? Em partes. De fato, se você pensar em alimentos como pamonha, pé-de-moleque, pinhão e amendoim, desanimará totalmente do cardápio junino. Entretanto, o clima frio e todo o resto do ano podem sim ser recheados com alguns alimentos típicos da comida roceira das festas de São João – e que vão dar um tom diferente a seu cardápio trivial. “Com as escolhas corretas, as comidas de festa junina não significarão quilos a mais. É preciso aprender a equilibrar a alimentação, optando por alimentos saudáveis, o que é possível mesmo em comidas com cara de festa”, segundo a nutricionista da Nutry Up, Lidiane Martins.

Milho, cereal que dá energia
O milho vai tanto assado na espiga com manteiga, quanto em várias receitas de doces juninos. O grão é uma ótima fonte de fibra que auxilia no bom funcionamento intestinal, além de ser uma ótima fonte de vitamina A, C, folato, tiamina, potássio e ferro. O milho cozido é a versão mais saudável, que deve ser consumido sem muito sal e com moderação na manteiga ou margarina. Lembrando que o milho cozido é uma boa fonte de energia, contendo 100kcal por 100g do alimento – e a manteiga, em apenas uma colher de sopa é capaz de dobrar essa quantidade de calorias. Há também o irresistível bolo de milho, que possui uma versão light, com apenas 80 kcal por porção.

Vinho, amigo do peito
Vinho quente é acolhedor, irresistível nestes dias mais frios. Mas, vale lembrar que a deliciosa receita leva uma boa quantidade açúcar, pedindo moderação, pois o álcool também é bastante calórico. No dia a dia, tomar um cálice de vinho tinto é uma ótima escolha, pois segundo Lidiane Martins, ele possui antioxidantes que auxiliam a prevenção de doenças cardiovasculares. Um estudo do Brigham and Women’s Hospital Boston, nos Estados Unidos, concluiu que beber moderadamente ajuda na perda de peso – e a bebida mais eficiente para isso foi o vinho tinto, seguido de outras bebidas como a cerveja, o vinho branco e o licor.

Gengibre, voz afiada
A raiz que aromatiza o quentão das festas de junho é um ótimo tempero. “Ele possui ação anti-inflamatória, cicatrizante e auxilia na digestão”, indica Lidiane. Tantas propriedades terapêuticas se devem à ação conjunta de várias substâncias, principalmente, a do óleo essencial, rico nos componentes medicinais cafeno, felandreno, zingibereno e zingerona. O gengibre é um ótimo alimento funcional, que pode acompanhar suas carnes, sopas, bebidas e doces. Por atuar no sistema digestivo, também é indicado para evitar enjoos, náuseas e auxiliar na digestão de alimentos gordurosos.

Cuscuz à paulista
Nas mesas de todo arraial que se preze, essa delícia salgada pode ser acompanhado de salada e fazer as vezes de uma refeição. A receita, que leva farinha de milho como base, pode dispensar os ovos, azeitonas, milho em conserva e ser feito com atum light, em vez de sardinha, o que dá um sabor especial com menos calorias e gorduras. Não se esqueça do tomate, palmito e ervilhas. Outra ideia é apostar na versão vegetariana, com proteína de soja e leva também abobrinha e cenoura.

Abóbora na panela
Ingrediente principal do doce (que é bem calórico, com 406 kcal por 100 gramas) bastante típico das festas juninas, a abóbora cozida não só pode, como deve, fazer parte do seu cardápio diário. Ela possui boas quantidades de vitaminas antioxidantes, como a vitamina C e E, além do betacaroteno. “Estudos mostram que seu consumo ajuda a diminuir o risco de câncer, doenças do coração e derrame. No entanto, evite combinações com leite de coco, coco e leite condensado”, explica a nutricionista. Confira uma receita de creme de abóbora com gengibre.

A abóbora também é rica em vitamina A, importante para o bom funcionamento do organismo, e contém o licopeno, a mesma substância do tomate, um elemento essencial para a visão. A hortaliça também possui vitaminas do complexo B, cálcio e o fósforo. Por ser muito versátil, a abóbora pode ser consumida diariamente de diversas formas, em saladas, pratos quentes, refogados, sopas e pães. Muitas pessoas consomem as sementes, que são ricas em ferro, torradas como aperitivo.

Tapioca
Típica da região Nordeste, a iguaria já invadiu os pratos de todo o país. A massa, que contém mandioca é uma ótima escolha para quem não pode comer glúten. Como é feita de farinha de polvilho e água, a massa da tapioca é pouco nutritiva. Uma porção de 50 gramas da massa tem 68 calorias e apenas 1,6 gramas de proteínas. A dica é tentar compensar na escolha dos recheios, a deficiência nutricional da massa. As opções com recheios de frutas são uma boa, desde que não venham acompanhadas de muito açúcar, leite de coco e leite condensado – a versão de frutas com geleia tem 250 calorias, ou seja, pode entrar no café ou lanche de vez em quando. Uma opção atrativa para os dias frios é a de Romeu e Julieta light, feita com geleia de goiaba diet e queijo branco.

Espetinho
Os cortes magros de carne, como maminha e alcatra, são mais indicados. Para consumir carnes mais gordas, como a picanha, retire o máximo que conseguir da capa de gordura. Evite a costela suína e bovina, que são bastante gordurosas. As linguiças também devem ser evitadas, pois, além da gordura, são ricas em conservantes e sódio, que provoca retenção de líquido e o aumento de peso. Se não conseguir resistir, não consuma mais do que meia unidade.

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