Há algumas semanas foi noticiado na imprensa o suposto fim do casamento do príncipe Charles com a duquesa Camila Parker. Isso mesmo! Aquela que alguns anos atrás provocou uma crise no casamento do príncipe com a princesa Diana. Eles eram amantes, e inclusive foram flagrados em um grampo telefônico comprovando a relação extraconjugal.

Pois é, o príncipe se separou da sua esposa, que depois veio a falecer em um trágico acidente, e em 2005 a amante se tornou esposa.

A opinião pública teve muita dificuldade em digerir a história, e Camila sempre foi vista com desconfiança e certa hostilidade, o que, de certa forma, foi provocado pelo seu próprio comportamento.

escolaautoritarismo2-300x222Mas agora, depois de 10 anos de casados, Camila foi flagrada aos beijos com um ator

inglês, isto é, traindo o seu marido.

Mas, o que me chamou atenção ao ler essa notícia não foi o imbróglio no casamento real e sim a forma como as pessoas reagiram à notícia.

Muitos comentaram “Bem feito, o príncipe provou do próprio veneno!”; “Aqui se faz aqui se paga!”; “Estamos vingados!”… E por aí afora.

Fiquei pensando que se as pessoas reagem com tanta felicidade assim diante de um fato ocorrido na vida de alguém que nem sabe que elas existem e que não acrescenta em nada em suas vidas, imagine se elas tivessem sofrido alguma ofensa por parte dessa pessoa! O que sentiriam?

Isso traduz o tamanho da indiferença e frieza presente na alma.

Ficar feliz com a dor e humilhação do outro mostra a crueldade na qual a sociedade mergulhou.

Outro fato que mostra exatamente isso foi a circulação em massa de vídeos e fotos da necropsia do cantor Cristiano Araújo. Um absurdo não porque ele era famoso ou rico, mas porque qualquer ser humano deveria ser respeitado em sua vida e morte. Por mais acostumados que estivessem naquela atividade, o perito e sua assistente jamais deveriam brincar com o corpo de uma pessoa que até horas antes estava viva. A rotina do trabalho não justifica o tamanho desrespeito do seu ato. Afinal, será que tratariam assim o corpo de um familiar? Teriam prazer em filmar e espalhar a própria dor na internet?

E quanto à história do príncipe, se a traição, vergonha e divórcio acontecessem no seio familiar dos que se alegraram com sua dor, será que teriam coragem de se regozijar?

Olhar sem compaixão para quem está sofrendo revela o quão insensível o ser humano se tornou. E por falar nisso, vocês já repararam como é diferente o olhar do Senhor Jesus do olhar das pessoas? Ele não vê pessoas, vê almas. Como aconteceu no caso da mulher adúltera. Todos viam uma mulher pecadora, mas Ele via alguém que poderia aprender e receber nova oportunidade. Todos viam Zaqueu como um corrupto cobrador de impostos, mas Ele viu um homem arrependido. No cortejo fúnebre do jovem filho da viúva de Naim, todos viam um simples corpo frio, mas Ele viu um filho amado. E somente Ele viu um apóstolo fiel e zeloso no implacável perseguidor Saulo de Tarso.

Em dias em que todos procuram uma única oportunidade para detonar os outros, deveríamos pensar em ser mais semelhantes ao nosso Senhor e enxergar as pessoas como Ele Próprio as enxerga.

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