Pense: O futuro do estudo

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Na minha escola, e acredito que em outras também, há alunos que fazem bagunça e ficam conversando durante a explicação do professor.

Sempre estive pensando em algo para acabar com isso. Um dia pensei numa lógica: para os alunos participarem de uma aula, eles precisam gostar dela, professores podiam deixá-la mais divertida. Mas tem alunos que só querem conversar, viver só de diversão, ou até  liberdade da escola.

A única coisa que (talvez) faça eles mudarem de ideia é mudar o pensamento deles. Aqui escrevo um texto explicativo e pensativo sobre como fazer e o que seria se os alunos se dedicassem mais aos estudos.

Primeiro a pergunta: “Por que os alunos não gostam da escola?”

Apesar da realidade, há algumas pessoas gostam da escola. A verdade é que as pessoas gostam de estudar, mas desde que aquilo  seja bem-sucedido. Isto é, desde que se consiga resolver o problema em questão. É por isso que tanta gente gosta de palavras-cruzadas. Mas o jogo não pode ser fácil demais nem impossível para você. Na sala de aula, misturamos crianças com diferentes níveis de aprendizado, o que pode deixar algumas delas entediadas ou frustradas.

Outro problema é o hábito da leitura que está em desuso. Primeiro porque os livros são caros, e segundo porque são praticamente desnecessários, uma vez que se pode ter acesso a quase todo tipo de informação pela Internet.

A dificuldade pode não estar no estudo, mas no isolamento e na concentração que esta atividade exige

Inúmeras crianças e adolescentes não detestam tanto assim os estudos, o que eles detestam mesmo é ficar sozinhos e isolados da casa e do resto do mundo. Para eles, isto é a morte. Para algumas crianças, ter que ficar alguns minutos, poucos que sejam, sozinhas no quarto estudando, funciona como um castigo, e então, o resultado é catastrófico. É por essa razão que a maioria das crianças não gosta de fazer a lição de casa sozinha. Elas até sabem a lição, mas querem mesmo é a companhia de alguém ao lado.

Entretanto, estudar exige um certo recolhimento, uma concentração, um pouco de silêncio, um isolamento interior, para entrarmos em contato com nossos pensamentos, ideias, conhecimentos prévios e reflexões pessoais. Isto é um hábito que se adquire com o tempo, com a prática. E é justamente esse hábito do recolhimento e do isolamento interno que está faltando aos nossos alunos atuais. É por isso que dizemos que eles “não gostam de estudar”. Na realidade, eles não têm o hábito da concentração, da reflexão. Querem fazer tudo atabalhoadamente e, de preferência, com a maior rapidez possível.

E aqui chegamos ao ponto que nos interessa: como fazer uma criança ou um adolescente adquirir o hábito da concentração, que equivale a dizer: como fazê-lo sentar-se um minuto e se fixar em algo?

O que facilita na compreensão do aluno?

É mais fácil se lembrar de algo que tenha significado. Por isso, o professor precisa aproximar o conteúdo ensinado do universo dos alunos. Um caminho para isso é transformar o conteúdo em historias ou em algo do dia a dia. Algo com que os estudantes possam se identificar.

Para auxiliar na compreensão dos alunos, é preciso contextualizar, dar exemplos, solicitar comparações.

Se seu filho realmente detesta estudar, por que insistir?

Já pensou que ele pode fazer um curso profissionalizante e sentir-se muito mais realizado do que cursando uma universidade, que não lhe diz absolutamente nada?

Há vários cursos excelentes hoje em dia, que permitem ganhos extraordinários. Converse com ele sobre isso.

Há várias instituições de ensino profissionalizante que oferecem cursos rápidos e práticos, que dão diploma profissional e condições de trabalhar em ótimos lugares.

Não se torture e não torture seu filho por causa dos estudos. Quanto mais insistir é pior, mais ele usará isso contra você, como uma forma de agressão. Além do mais, a vida não é feita de escolhas, de erros e de acertos? De idas e vindas? Quem nunca errou em suas escolhas? Existe alguma outra forma de crescer e de aprender, senão errando e acertando? Viver é isso: ensaio e erro. E a vida não é um fato consumado, irreversível. O conceito de que nossas escolhas tinham que ser para sempre está totalmente superado. Viver é sempre estar aberto para o novo. Se ele achar que não é o que queria, ótimo, que recomece! Sempre é tempo de rever suas decisões e de recomeçar.

Acredito que uma boa conversa sobre um teste vocacional e uma alternativa diferente de vida profissional pode ser bem mais produtiva do que as longas brigas que só causam desgaste emocional, esvaziam as relações familiares e afastam as pessoas.

Devemos nos lembrar sempre que tivemos filhos para que eles fossem felizes, e não para que realizassem os nossos sonhos.

Quando encaramos nossos filhos como pessoas autônomas, com seus próprios sonhos e desejos, as relações ficam mais leves e saudáveis, e cada um acaba encontrando seu espaço na família para se colocar e se afirmar como aquilo que realmente é, e não como a projeção do sonho de um terceiro.

Se tivermos como premissa que o conhecimento é a nossa identificação com o desconhecido, então isto é o que realmente interessa: com qual desconhecido nos identificaremos para gerar novos conhecimentos.

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