O perigo dos microplásticos nos esfoliantes

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Não há nada melhor do que fazer uma esfoliação no rosto depois de um longo dia estressante. Ela ajuda a remover as células mortas e impurezas, deixando a pele com um aspecto mais limpo, saudável e radiante.

Mas você sabia que esses produtos podem ser muito perigosos e poluentes para o meio ambiente?

Os esfoliantes são compostos por substâncias granulométricas, que são as responsáveis pela esfoliação proporcionada à pele. Mas muitas vezes essas bolinhas coloridas presentes nesses produtos são microesferas de polietileno, e são mais conhecidas como microplásticos – altamente poluentes e que contaminam as águas de mares, rios e lagos.

Os esfoliantes são os principais produtos que contêm microplásticos, mas não são somente eles. Infelizmente, as mesmas microesferas podem ser encontradas também em cosméticos, pastas de dente, sabonetes para as mãos e para o corpo.

Todas essas bolinhas quase invisíveis vão parar em rios e oceanos depois de utilizadas. E o que acaba ocorrendo? Pequenos crustáceos e peixes se alimentam delas. O problema é que esses microplásticos absorvem pesticidas e metais pesados, que, quando não matam o peixe asfixiado, podem ir parar nas mesas dos consumidores. Pequenos peixes se alimentam dessas microesferas de polietileno; posteriormente, um peixe maior se alimenta do menor que está contaminado, aves se alimentam dos peixes e a contaminação vai se agravando cada vez mais.

As plantas de tratamento de águas residuais não conseguem remover os microplásticos da água?

Infelizmente, não! Um estudo realizado por Fendall e Sewell observou que as microesferas são muito pequenas para serem filtradas durante o processo de tratamento da água. Isso significa que elas vão diretamente para o meio ambiente e, uma vez despejadas, dificilmente serão posteriormente retiradas.

Organizações como 5 Gyres Institute vêm trabalhando para advertir e conscientizar a população sobre essa questão. Em 2012, eles coletaram amostras, usando redes especiais de três grandes lagos e encontraram cerca de 600 mil microesferas. As pesquisas continuam para ver o quão contaminada as águas e a vida aquática estão.

Veja o vídeo do teste realizado pela ONG.

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