O desafio de um primeiro emprego

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Estes últimos dias não tenho passado bem. Parece que meu ser não aguenta mais o que seria apenas “um primeiro emprego”. Depois de uma cirurgia que fiz no pé, ao retornar ao trabalho, me mudaram de setor, o que faz a rotina que envolve tarefas, ritmos, conhecimentos e etc mudar também. Nesta mudança brusca, já me confrontei com as atividades envolvidas.

Depois de 4 meses no novo setor, já acostumada com a rotina do local de trabalho, vêm um desânimo e uma tristeza porque não consigo acompanhar o que se impõe. O meu déficit de atenção me dispersa do trabalho, além de que não me identifico com o cargo.

“Uma tarefa feita com desprazer é uma coisa mal-feita”. Infelizmente, este conceito vem na minha mente todos os dias. Mas graças à Deus, estou fazendo as tarefas diárias com amor e precisão.

O meu sonho e plano de carreira já estão feitos, e tenho consciência de que há muito tempo para executá-los e se tornarem reais em minha vida. Porém, não posso colocar uma atividade muito diferente no caminho que desejo seguir, pois temo que possa criar um efeito contrário.

Formar-se em uma faculdade é uma vitória, mas apenas o começo da carreira como profissional. Agora, começam as decisões difíceis da vida adulta. O primeiro emprego é só o primeiro passo, mas como ter certeza de que entrou na rota certa de carreira?

Diz-se que o primeiro emprego é um lugar não somente para ganhar um salário mensal e investir em sua vida, mas para fortalecer o que aprendeu ou não em algum curso e exercer o autoconhecimento, o que ajudará a tomar decisões futuras dentro e fora do ambiente de trabalho.

Segundo Adriana Gomes, orientadora de carreira e diretora do site Vida e Carreira, “se você checa constantemente se a atividade faz sentido com seus valores, crenças e o valor que tem para você, o questionamento pode ser muito produtivo e evita que você se acomode”.

Esta última semana, conversei com o RH da empresa em que atuo. Apenas falei o que realmente esta sentindo e acontecendo (com as dispersões na rotina gero mais furadas em minha atuação, o que prejudica o departamento ou até a empresa), e o que gostaria (de retornar onde atuava, pois não havia tanto conflito com as atividades envolvidas), já que a mudança de setor foi de iniciativa por parte do contratante e sem aviso prévio.

A conclusão da conversa foi que haveria uma reunião com os coordenadores e o fundador da instituição e assim que houvesse uma decisão tomada, me informariam.

 

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