Não é o cloro que deixa os olhos vermelhos: a dura verdade sobre a água de piscina

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O cloro inativa a maioria dos germes causadores de doenças e é por isso que ele é encontrado na água potável e na grande maioria das piscinas. Contudo, os compostos formados em piscinas têm deixado alguns cientistas preocupados. Toda vez que uma pessoa entra na piscina, ela está adicionando contaminantes ao meio. Segundo um estudo da Universidade Estadual Paulista (Unesp), atividades de contato prolongado com a água de piscinas contaminadas podem resultar na ocorrência de conjuntivite infecciosa, inflamação da orofaringe, afecções de pele, síndromes disentéricas, entre outras doenças.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, os casos de doenças em águas recreativas, causados por bactérias e contaminantes em piscinas, estão em ascensão. A maioria dos casos foi associada ao parasita unicelular Cryptosporidium. Ele pode sobreviver em piscinas por dez dias ou mais, mesmo em água clorada. Segundo o relatório do CDC, os nadadores trazem o contaminante para a piscina quando entram na água quando estão doentes (com diarreia).

Outro fator que preocupa em relação à higiene das piscinas é que a maioria delas apresenta urina, suor, cabelo, resíduos de maquiagem e protetor solar, etc. Esses contaminantes, em combinação com o cloro, formam as cloraminas. Pesquisadores comprovaram que não é o cloro que faz com que seus olhos fiquem vermelhos ao nadar na piscina, é a urina! Especificamente, são os produtos químicos liberados quando o cloro reage com esses contaminantes. Os  “subprodutos de desinfecção”, ou DPBs, liberam um forte odor. A maioria das pessoas pensa que o cheiro forte da piscina indica a concentração de cloro, mas não é o caso; ele normalmente indica que os contaminantes da piscina não estão sendo eficientemente combatidos na presença do cloro.

Alguns desses subprodutos de desinfecção, como o clorofórmio, são conhecidos como trihalometanos, e são considerados cancerígenos. Um estudo recente relaciona esses subprodutos com o câncer de bexiga e colorretal.

Urina e suor contêm ácido úrico. Outro estudo, publicado pelo American Chemical Society journal Environmental Science & Technology aponta que o ácido, em contato com o cloro, reage produzindo tricloramina e cloreto de cianogênio, dois perigosos gases. Esses dois produtos químicos têm sido associados à problemas de saúde crônicos entre nadadores: a exposição à tricloramina pode levar a problemas respiratórios graves, enquanto o cloreto de cianogênio tem sido associado a doenças pulmonares e desordens do sistema nervoso central e do sistema cardiovascular.

Fonte: ECycle

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