Fase de autoconhecimento

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Eu estou passando por uma fase de autoconhecimento que está me ajudando a atuar sobre minhas decisões, pensamentos e ações. O que me deixa contente, pois eu estava me sentindo escrava de minha pessoa.

As terapias semanais, os debates das aulas de filosofia e o livro que estou lendo do Augusto Cury, Ansiedade – Como enfrentar o mal do século, estão me abrindo os olhos para o que acontece com a minha pessoa e que um dia conseguirei controlar.

Não sei exatamente o que tenho. Meu psiquiatra indicou e está me acompanhando em um tratamento com diagnóstico para TOC (Transtorno de Obsessão Compulsiva). O Augusto Cury citou no livro uma síndrome em que me identifiquei, a Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA), que faz com que a mente esteja pensando a todo momento gerando reações e consequências psíquicas, sentimentais e físicas.

Com o meu tratamento em andamento, há mais ou menos um mês percebi que eu estava sendo muito exigente com o mundo afora, isso acontecia, e às vezes ainda acontece, porque eu me cobro dentro de mim para que as coisas sejam feitas da maneira correta. E por que hoje sou assim? Porque, de acordo com explicações do meu psiquiatra e do Augusto Cury, desde a infância até a adolescência eu queria aprender observando o que acontecia “fora do meu mundo”, não queria que acontecesse coisas ruins comigo, e o pior: não conseguia passar o que eu sentia ou pensava para as pessoas.

Desde a infância tenho o que chamava de amiga invisível. Por não ter mais com quem brincar ou conversar, só com ela, além da minha mãe, que eu passava a maior parte do dia, e não a via, apenas escutava. Hoje sei que ela é meu inconsciente querendo influenciar minha vida. Da opinião sobre o que vejo/observo, me ajuda a esquematizar como vai ser meu dia, influencia sobre decisões e indecisões, etc. Nas últimas terapias, psicólogas me disseram que essa voz é eu mesma. Eu posso acreditar, mas não consigo entender.

Nessas últimas consultas também consegui entender que estou sendo crítica e metódica, entretanto vou tentar lembrar de momentos passados com lições aprendidas , e a minha intenção é dar o meu melhor para que isso não ocorra. Identifiquei que é o inconsciente tomando conta de mim, principalmente em momentos em que me arrependo depois do que fiz ou reflito como fui capaz ou por que fiz aquilo. Nessas horas acabo ficando triste comigo mesma ou tentando conversar com essa inconsciência.

Na última leitura que fiz do livro (sendo que estou em um pouco mais que a metade ainda), eu discerni e percebi uma coisa, o inconsciente é feito das memórias, de momentos, pensamentos e imagens passados. Por isso que acontece o que acontece nas minhas crises ou momentos de inconsciência.

Então, se diariamente eu der menos atenção ao que “ela” fala ou comenta, principalmente nas interrupções, terei dois benefícios: as crises podem diminuir (mais ainda) e vou conseguir agir e desenvolver os pensamentos com cuidado e flexibilidade.

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