Doenças do cérebro

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O cérebro é considerado o principal órgão do corpo humano e a central de comando de todo o sistema nervoso. Por sua complexidade, pouco ainda se sabe sobre as reais capacidades e as infinitas possibilidades que ele esconde. Apesar das novas descobertas, dia após dia médicos e pesquisadores se veem diante de novidades, e alguns mistérios permanecem insolúveis.

Transtorno Noturno

O transtorno noturno noturno  é um distúrbio do sono, caracterizado por gritos durante o sono acompanhado do semblante de terror como se a pessoa estivesse vendo algo terrorífico durante o sono. Geralmente começa com manifestações comportamentais de intenso medo (ainda durante o sono) culminando em um despertar abrupto com um gritos e respiração rápida.

No meu caso (eu tenho este transtorno), como minha mãe descreveu, ficava agitada à noite como se tivesse um pesadelo.*

Epilepsia

As células cerebrais, os “neurônios”, trabalham em conjunto e comunicam através de sinais elétricos.

Ocasionalmente dá-se um “curto-circuito” no cérebro, e parte ou todas essas células descarregam-se anormalmente,   resultando daí um ataque epilético.

No caso da minha avó, como minha mãe me explicou, o que aconteceu com ela é que, um dia ela foi comer uma carne de porco, e parou um bichinho, ou  uma pedrinha nos rins do cérebro dela. E às vezes ela tinha ataques, não tem tanto igual antes porque ela toma o mesmo remédio que o meu*.

Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Popularmente conhecido como derrame cerebral, é um problema neurológico decorrente de uma obstrução ou rompimento dos vasos sanguíneos cerebrais.

Inicia-se abruptamente, sendo que o paciente pode apresentar dificuldade de movimentação dos membros de um mesmo lado do corpo, dificuldade na fala ou articulação das palavras e déficit visual súbito de uma parte do campo visual. Também pode evoluir com coma e outros sinais.

Alzheimer

Cada paciente de Alzheimer sofre a doença de forma única, mas existem pontos em comum, por exemplo, o sintoma primário mais comum é a perda de memória. Muitas vezes os primeiros sintomas são confundidos com problemas de idade ou de estresse. Quando a suspeita recai sobre o Mal de Alzheimer, o paciente é submetido a uma série de testes cognitivos e radiológicos. Com o avançar da doença vão aparecendo novos sintomas como confusão mental, irritabilidade e agressividade, alterações de humor, falhas na linguagem, perda de memória a longo prazo e o paciente começa a desligar-se da realidade. Antes de se tornar totalmente aparente o Mal de Alzheimer vai-se desenvolvendo por um período indeterminado de tempo e pode manter-se não diagnosticado e assintomático durante anos.

De acordo com a imagem do site Wikipédia, essa doença é causada por, as veias do cérebro se quebrarem, o que faz as informações não chegarem ao cérebro, ou chegarem incorretamente.

A evolução da doença está dividida em quatro fases.

Distúrbio da Má identificação

Trata-se de uma síndrome causada por distúrbios neurológicos no lado direito do cérebro e que afeta a experiência de percepção da pessoa. Os portadores dessa patologia não conseguem reconhecer a própria imagem em um espelho, tendo ilusões de que o rosto que visualizam é o de outra pessoa.

O distúrbio também vem acompanhado de outros sintomas que podem levar a mais patologias, como a esquizofrenia, por exemplo. O delírio é considerado monotemático, uma vez que as ilusões se resumem apenas à própria imagem e não a outras coisas.

Acidente vascular, traumatismo crânio-encefálico e doenças neurológicas estão entre as principais causas dessa síndrome que, embora menos rara do que a Síndrome de Fregoli, também é pouco encontrada. Distúrbios nesse sentido já foram retratados no episódio “Heart of Glass” da série “CSI: Nova York” e no filme “O Olho do Mal”.

Agnosia Visual

Normalmente associada a danos cerebrais ou doenças neurológicas, a agnosia visual é a perda da capacidade de reconhecer pessoas, objetos sons e formas. O termo agnosia significa perda de conhecimento e é exatamente isso o que acontece com os portadores dessa patologia. Eles podem olhar para um objeto comum, como uma caneta, e não conseguir identificar o que é.

A deficiência, em geral, está associada a danos cerebrais e doenças neurológicas na região do lobo temporal. O estresse é também uma das causas que ajudam a potencializar os sintomas dessa doença. Por se tratar de uma alteração intermediária entre a sensação e a percepção, os sentidos permanecem inalterados, sendo o problema pontual.

Apesar de o distúrbio requerer tratamento e acompanhamento médico, a má notícia é que a agnosia visual é permanente e os portadores da patologia precisam aprender a conviver com ela para o resto da vida. Grosso modo, é como se você precisasse enfrentar a situação descrita no filme “Como Se Fosse a Primeira Vez” todos os dias.

 

Somatoparafrenia

A somatoparafrenia, assim como a Síndrome da Má Identificação Delirante, é uma disfunção monotemática, ou seja, isolada. O paciente acredita seriamente que uma das partes do seu corpo não faz parte do seu organismo. Assim, ele é capaz de se lesionar e até mesmo amputar um braço, apenas por achar que ele pertence à outra pessoa.

Vítimas com essa síndrome têm danos em uma região do cérebro chamada homúnculo, uma espécie de mapa corporal. A região é responsável por “catalogar” todas as partes do seu corpo para que você possa manter o controle sobre cada uma delas. Apesar da disfunção, o paciente ainda consegue mover os membros normalmente, apenas não os reconhece como sendo parte de si.

Um caso curioso relacionado à disfunção ocorreu em 1997. O cirurgião Robert Smith recebeu um pedido de um paciente para que amputasse uma das pernas, que a vítima acreditava não ser dela. Surpreendentemente o médico aceitou o pedido e, semanas depois, recebeu dezenas de outros do mundo todo solicitando que ele fizesse o mesmo em outras pessoas.

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Assim como as doenças acima, existem muitas outras, em menor escala, capazes de provocar reações curiosas para quem observa. Embora os sintomas possam apresentar variações, a melhor maneira de descobrir qual é o problema é sempre consultando um médico especializado, sem tentar se enquadrar em uma categoria ou outra por conta própria.

 

*Eu tenho consulta com minha neurologista todo mês e faço um exame  chamado Eletroencefalograma ,  e tomo um remédio com componente chamado Carbamazepina, de acordo com a descrição de minha mãe, ele faz meu corpo acalmar. Tomo um inteiro (de 400 mg) à noite, e meio de manhã, porque tenho transtorno diurno também, fico com tremedeira, coração acelerado, entre outros sintomas.

 

http://www.galenoalvarenga.com.br/testes-psicologicos/teste-psicologico-para-avaliar-transtorno-bipolar

 

Veja uma coisa legal que encontrei:

O que o nosso cérebro é capaz de fazer – Slide Share

 

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