Cerveja: males, benefícios e descrições

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A cerveja é um produto natural produzido a partir da cevada e do lúpulo, acrescentada de levedo fermentado. É um produto consumido atualmente por grande parte da população, porém frequentemente seu consumo é realizado de maneira excessiva. Desta forma, é importante esclarecer os benefícios e maleficios de seu consumo.

Descrição do porquê cerveja faz ou não bem

A cerveja é importante fonte de várias vitaminas do complexo B (principalmente ácido fólico, vitamina B6 e B12). Essa concentração de vitamina B12 faz com que muitos vegetarianos utilizem o levedo de cerveja como suplemento para alcançar as recomendações diárias. Além disso, alguns estudos verificaram que o consumo de 330ml de cerveja, em associação a uma dieta Mediterrânea (rica em peixes, azeite extra virgem, frutas e vegetais) pode ser benéfico na redução do LDL (“colesterol ruim”). Entretanto, ainda não se sabe se este benefício pode ser atribuído à cerveja ou a adoção destes hábitos alimentares saudáveis.

Além disso, muitas pessoas acreditam que o consumo de cerveja pode auxiliar o sistema imunológico. Este benefício pode até ser conferido pela sua presença de vitaminas e minerais, porém há a presença do álcool que prejudica o sistema imunológico, além de aumentar a excreção destes nutrientes, o que faz com que este possível efeito seja neutralizado.

Outro fator é que a cerveja possui leveduras que pode competir com bactérias probióticas (“bactérias benéficas”) no nosso intestino, causando um desequilíbrio da microbiota intestinal. Sendo assim, como o intestino é o principal órgão que produz nossas células do nosso sistema de defesa, um intestino íntegro e bem cuidado é fundamental para o sistema imunológico, além de o álcool por si só ser um agressor contra a parede do intestino, prejudicando o funcionamento deste órgão, inclusive, por conseqüência, do nosso sistema de defesa.

O que diz pesquisas

Pesquisas indicando que o consumo de cerveja pode trazer alguns benefícios para a saúde levaram a Associação Nacional dos Varejistas de Cerveja dos EUA e a AmBev, no Brasil, a adotar um novo lema: cerveja é saúde. A entidade norte-americana chegou a organizar um seminário e a divulgar comunicado dizendo: “Tenha alimentação equilibrada, faça exercícios e beba uma cerveja por dia para evitar doenças.” O alvo é a fama do vinho tinto de ser um protetor do coração.

Dois estudos recentes serviram de estopim para a onda da cerveja saudável. Um deles acompanhou 70 mil enfermeiras e mostrou que as que bebiam cerveja eram menos hipertensas do que as que consumiam vinho e destilados. A outra pesquisa avaliou mais de 120 mil homens e concluiu que os consumidores de cerveja apresentavam risco menor de doença coronariana que os bebedores de vinho e destilados. Tudo isso em termos de consumo moderado, uma cerveja por dia.

Boa notícia para os fabricantes, num mercado que só nos Estados Unidos movimenta US$ 55 bilhões por ano. Como não podem pôr nos rótulos que cerveja faz bem, as associações partiram para um marketing diferente, com apelo à saúde. A maioria das pesquisas compara cerveja e vinho. Nenhuma compara quem bebe e quem não bebe. Até mesmo Julie Bradford, editora da revista “All About Beer” (“Tudo sobre Cerveja”), com 25 mil assinantes, mostra uma certa cautela. “A gente não está dizendo que a cerveja é uma droga milagrosa nem sugerindo que as pessoas bebam duas latinhas por dia para ter saúde”, diz.

Há questionamentos sobre as virtudes que a cerveja teria para a saúde. Mas o professor Eric Rimm, da Escola de Medicina de Harvard, diz que os efeitos benéficos do álcool e qualquer outra bebida são decorrentes do etanol, que é um anticoagulante, como o ácido acetil-salicílico.


Mas e aí, beber cerveja faz bem ou mal à saúde?

Assim como todos os alimentos, os cientistas ainda estudam os efeitos benéficos ou maléficos que a cerveja produz no organismo. Mas de uma coisa todos já têm certeza: Assim como todos os alimentos, o consumo da cerveja deve ser MODERADO.

Os efeitos do álcool sobre a saúde dependem fortemente da quantidade consumida e de outros fatores como sexo, peso corporal, alimentação e predisposição genética. O abuso do álcool aumenta a mortalidade por causar doenças no fígado, câncer e doenças cardiovasculares. Essa é a parte ruim da coisa..
Mas dá barriga? Dá. Assim como quase todos os outros alimentos, uns menos, outros mais. Um copo (300ml) de uma cerveja do tipo Pilsen, por exemplo, possui cerca de 300 calorias. As cervejas mais encorpadas, sobretudo as Ales, têm ainda mais calorias por mililitro.

Portanto, a palavra de ordem, como tudo na vida, é MODERAÇÃO. O Consumo regular e moderado de cerveja pode tornar-se um estilo saudável de vida, juntamente com uma alimentação equilibrada e exercícios físicos.

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