Cabo de guerra

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Queridas leitoras, li este texto num blog, e decidi compartilhar à vocês.

Recebi esses dois comentários na semana passada (vale a pena ler até o fim):

“Nós jovens não somos rebeldes por que somos ruins e queremos machucar nossos pais, mas a única maneira que nós encontramos de ter atenção é nos rebelando. Não é a coisa certa a se fazer, mas a nossa natureza humana encontra como única válvula de escape fazer birra só que muita das vezes vocês pai não percebem nosso grito de socorro. Tem tantas coisas acontecendo, até ontem usava fraldas e tinha a atenção e cuidado o tempo inteiro, e de repente fomos jogados nesse mundo sujo e cheio de problemas, destruições, drogas, violência, sexualidade, divórcio daqueles que aprendemos a amar desde tão pequeninos.
Isso não justifica nenhuma atitude nossa, mas peço a todos os pai que lerem esse comentário: crescemos, mas sempre precisaremos de vocês. Então, se seu filho está com um comportamento estranho isso significa que precisa de você, dos seus conselhos e limites. Então mantenha sempre um dialogo com seu filho, mesmo que tenha tantos afazeres e trabalhe horas por dia. O dialogo sempre será o melhor caminho para futuros melhores!
Beijos, se cuidem, e fiquem todas(os) com Deus!” -Isabela M.

X

“Os pais têm sido sufocados pelos filhos, e não é somente na adolescência. Vários comentários são de dificuldades com crianças bem menores. Não devemos esquecer da nossa natureza adâmica e da constante inclinação para fazermos o errado.
Criança tem que aprender desde cedo que NÃO é NÃO, e os pais não devem ceder com birra ou malcriação. O problema é que esse aprendizado é difícil e não ocorre do dia para noite.
Hoje em dia há uma pressão para que os pais sejam ‘amiguinhos” dos filhos, ou seja, ser legal e estar no mesmo patamar, sem poder chamar atenção e nem cobrar. Infelizmente, muitos filhos de pais evangélicos dão péssimo exemplo e testemunho. Pais, não tenham medo de exercer sua autoridade!” -Dani

A algumas semanas atrás, uma mãe se aproximou pedindo ajuda, já não sabia mais o que fazer com a filha. Com um olhar aflito, ela dizia que adolescente não lhe escutava, que desaparecia do colégio e só chegava a casa pela noite, e que ela já não suportava mais essa situação. Eu pedi para que ela chamasse a filha, e se me permitia conversar com ela a sós. Passados alguns minutos a adolescente se aproximou, toda envergonhada, com aquela expressão de “olha só o que a minha mãe me obriga a fazer”. Eu fui buscar no melhor de mim o meu martelo de quebrar o gelo, e com todo carinho comecei a perguntar o que realmente estava acontecendo para que ela se comportasse daquela maneira. Ela começou a chorar descontroladamente, e resumindo…

• Os pais são separados
• O pai dá mais atenção a nova família, e ela se sente um lixo.
• A mãe só lhe grita o tempo todo, quando ela tenta conversar só recebe cobranças

Eu perguntei se futuramente ela queria ter uma família como a sua – claro que ela disse que não – e lhe ensinei que quem quer resultados diferentes deve ter atitudes completamente desiguais as que todos têm. Também perguntei se ela já havia pensando em como a mãe se sentia frustrada, por haver amado e ser traída, por trabalhar por dois para sustentar sua família, por querer entender a filha e não conseguir chegar até ela…

Uma semana depois, elas voltaram, dessa vez também com a avó. Três gerações com o mesmo problema de caráter explosivo, que afasta a todos que tentam se aproximar.
Não, ainda não é um relacionamento perfeito, nem uma família modelo, mas já existe compreensão, a vontade de conseguirem se entender, porque precisam uma da outra. Elas deixaram de olhar só para elas mesmas.

Sabem, quando estava escrevendo este post me lembrei de uma brincadeira  de criança  – Cabo de guerra. Mas quando se trata de família, não dá pra medir forças, afinal, todos estão do mesmo lado.

Têm um ditado popular que afirma que a corda sempre arrebenta para o lado dos mais fracos – não seria justo medir forças, não é mesmo mamys?

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