A maior lição que já dei – Dia de revoltas da Sarah

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Isto aconteceu hoje à tarde, na sala de aula. Era um dia normal (para minha turma), o último dia de aula do ano.

Só para você ter uma ideia, eu tive que aguentar a mesma turma por 3 anos, e terei que aguentar mais um ano. Com eles sempre fazendo a mesma coisa, nunca mudam. O ano todo, pelo menos um dia por semana, a coordenadora ou a diretora teve que ir chamar atenção da turma, mas nada mudou.

Hoje, só por ver o pessoal fazendo bagunça, eu “explodi”.  Só tivemos aula por causa das provas, que eram na 2ª e 5ª aula, nas outra aulas os professores davam nada de matéria. Tudo começou na primeira aula, quando a professora era substituta. Ninguém dava atenção à ela, 50% da sala (os meninos), estava brincando de guerrinha com bolinhas de papel. Eu estava “na minha” estudando, mas quando caía bolinha perto de mim eu pegava e guardava. Até que essa brincadeira “atingiu” a sala toda.

Aí não estava mais com paciência, sai da sala sem permissão da professora e fui falar com a coordenadora. Na sala, ela entrou logo depois de mim. Falou e chamou atenção, a sala ficou quieta, e pediu para catar os papéis do chão (um pessoal estava fazendo amigo chocolate), só eu e mais um amigo que catamos.

Foi a coordenadora sair da sala, que começou a conversa, até aí tudo bem. Mas uns 5/10 minutos depois, começou a guerra de novo, a professora tentava chamar atenção mas nada acontecia. Foi aí que aconteceu, pegava todas as bolinhas que podia e guardava. Um menino ficava reclamando: “Olha sora, que folgada”, mas nem dei bola. Ele continuava a reclamar, com a minha paciência esgotada, gritei: “Menino, você que é louco. Sala de aula não é lugar de brincar, muito menos com bolinha de papel. Sala de aula é lugar de estudar. Depois sabe nada na prova, tira nota baixa, não sabe o porque”.

Aí logo depois disso bateu o sinal. Um menino da outra sala veio até a porta da sala e ligou o ventilador que estava estragado (tinha somente uma “hélice”) e terminou de estragar. Tentei tirar umas fotos escondida, mas ficaram horríveis.

Aconteceu depois outra coisa na 4ª aula, esse mesmo menino que ficou me xingando, chegou com uma garrafinha de Dolly, e começou a jogar futebol. Ficamos na “luta” um tentando catar do outro. O professor chegou e a garrafinha acabou ficando comigo, os dois reclamando para o professor, e ele nem aí. Catou a garrafinha da minha mão e voltou a jogar. Fiquei revoltada: “Ô cara você é surdo?! Aqui não é lugar de jogar futebol”

E ele continuou me irritando: “Ué! Eu imagino aqui um campo de futebol, algum problema?” Continuei: “Sim, aqui não é um campo de futebol” Ele respondeu: “Mas eu sou criança, tenho imaginação”  (Eu dando de autoridade)  “Então criança, pode ir pra sua sala, porque aqui não é seu lugar, tá!”

E a sala só assistindo. Ficando furiosa, falei para o professor: “ô sor, faz alguma coisa”  Ele com aquela calma: “Calma, senta aí no seu lugar, que agora vai ser prova (a prova tinha sido adiantada, pois ia ser 2 aulas de Educação Física). Tive que obedecer, mas o menino continuou a brincadeira. Então antes da prova, simplesmente peguei a garrafinha e coloquei no lixo, ele pôde fazer nada pois nessa hora a prova já estava sendo entregue.

Na 5ª aula saímos pra EF, e aproveitei pra conversar com a coordenadora, ela me deu uns conselhos. Pedi pra ela conversar com a diretora, pois não pode continuar a regra de o aluno poder repetir somente nos 6º, 9º e 3º (EM) anos. Como que essas pessoas que fazem bagunça, conversam durante a aula, tem ocorrências e não estudam para a prova podem passar de ano?  Quero ver eles no ano que vem (9º ano), que vai ser mais pesado e eles podem repetir, aí eles vão ver o que é vida.

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