6 Dicas para desestressar as festas de final de ano

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Todo ano é a mesma coisa, chegam as últimas semanas de dezembro e, de repente, parece que não é só o ano que vai acabar, é o mundo! As pessoas ficam em uma correria maluca, doidas atrás de presentes, doidas atrás de respostas, querendo terminar todas as coisas que arrastaram por 12 meses em 2 semanas e daí, fica todo mundo maluco e estressado!

Há cerca de 2 anos, decidimos aqui em casa que, as festas de final de ano não seriam mais sinônimo de estresse e aborrecimentos. A proximidade das férias, a oportunidade de estarmos mais juntinhos deveria nos deixar mais felizes, e não causar brigas, correria e desespero infundado. Por isso, adotamos algumas atitudes que ajudam a desestressar as festas de final de ano. Tem funcionado tão bem por aqui, que resolvi compartilhar com vocês, olha só:

1 – Desacelere

Quando eu digo “desacelere”, eu quero dizer desacelere mesmo! Você não vai conseguir resolver todas as pendências que deixou acumular no trabalho, na casa e na família por 12 meses em apenas 2 semanas! Tenha a consciência de que, da mesma maneira que você está finalizando um ano de trabalho duro, os seus colegas de trabalho, parentes e amigos também estão então, respira fundo e faça o que estiver ao seu alcance, aquilo que for realmente prioritário resolver ainda neste ano. Sem cobranças, sem estresse, entrar de férias é motivo de alegria e não de desespero!

2 – Roupas, fotos e fantasias não são o mais importante da festa!

Vou confessar pra vocês que eu tentei, tentei seguir este padrão, tentei ignorar as coisas que eu considerava erradas, em nome do “espírito natalino”. Por engolir estes “sapos” e na busca de uma festa “perfeita”, eu sofri muito! Minhas noites de Natal sempre começavam com choro, saudades e não era nada de “peace and joy” (paz e alegria) como nos filmes. Demorei um pouco mas, aprendi!

Hoje sei que, muito mais importante do que uma árvore perfeita, uma mesa de catálogo, presentes caros e decoração é você se sentir bem, estar feliz onde você está, com as pessoas que você está. E isto começa pelo cardápio (eu cozinho o que eu quero e sei que as pessoas aqui de casa comem, e não o que dizem ser “cardápio de ceia”), passa por estar vestindo uma roupa confortável (afinal, eu estou na minha casa e não vejo necessidade em vestir salto e me maquiar pra sentar no sofá da sala, aqui não é o Big Brother Brasil! hehehe) e termina em dar de presente aquilo que está dentro das nossas possibilidades!

3 – Invista em memórias!

Seguindo a linha de raciocínio acima, descobri que, criar as nossas próprias memórias e momentos juntos é muito mais gostoso, mais importante e mais precioso do que qualquer enfeite ou presente que eu pudesse comprar.

Assim, criar nossos próprios enfeites de Natal, fazer biscoitos juntos, cozinhar juntos, sair para ver as casas enfeitadas de Natal, contar estórias natalinas e assistir filmes de Natal são algumas das coisas que fazemos, em família, nesta época e as quais eu tenho certeza, ficarão na memória dos meus filhos para sempre!

4 – Não existe presente perfeito!

Antes eu passava o maior tempo pensando em como presentear cada uma das pessoas da minha família. Queria oferecer o presente perfeito, aquilo que elas realmente gostassem e quisessem e assim, partia para a lista de presentes com critérios que seguiam o quanto eu conhecia e amava cada um dos meus presenteados e assim, eu descobria que a minha lista “perfeita” ficava muito mais cara do que eu poderia pagar e daí, eu ficava frustrada por não poder presenteá-los da maneira que eu gostaria.

Ok, parece óbvio e sim, minha mãe me ensinou a ser grata por tudo e qualquer presente ou carinho que as pessoas demonstrassem por mim mas, a verdade é que, ao me tornar adolescente, esqueci deste pequeno “detalhe” e passei a querer presentear sempre de forma mais “incrível” e inesquecível.

Sabe aquele ditado “menos é mais”? Pois é, vai por mim, não há nada que você possa oferecer com amor e carinho que vá desagradar o presenteado. Um gesto de delicadeza vale muito mais do que você possa imaginar e, por via das dúvidas, opte por presentes que sejam fáceis de serem trocados. O seu gesto conta e se a pessoa preferir, ela pode trocar sem dramas! 😉

5 – A melhor comida é aquela feita com amor!

Eu não sou nenhuma cozinheira de mão cheia, sei fazer o básico, e no Natal e Ano Novo, eu sempre queria “me superar”, fazer mais do que ajudar minha mãe, e fazer as comidas de “cardápios natalinos” para a minha “ceia de filme” e o que acontece? Quase sempre saio desastrada e quando dá certo, o cardápio não era exatamente o que o resto da família  mais esperava comer e então, eu ouvia certos comentários que tinham segundas intenções. Às vezes a comida sobrava, e me sentia frustrada porque o “espírito natalino” fugia pela janela!

Agora, minha ceia de Natal e Ano Novo têm as coisas que toda a minha família gosta de comer, sem desperdícios, sem reclamações e sem gastar fortunas. Ok, as festas de final de ano podem sim ser uma oportunidade de introduzir e testar novas receitas e sabores, novos vinhos e sobremesas mas, desde que isso seja um prazer e não um motivo de estresse ou frustração!

6 – Crie suas próprias tradições!

Na minha família, a ceia de Natal rolava no dia 24 e o Papai Noel deixava os presentes depois que estávamos dormindo assim, abríamos no café da manhã do dia 25. Na família do outro lado da família, a ceia de Natal acontecia no dia 24 com a presença do Bom Velhinho, amigo secreto e todo mundo vestido com pompa e circunstância.

No Ano Novo, eu só queria estar com eles, brindar e meditar para trazer boas energias para este recomeço, assistir os fogos de um lugar confortável e me vestir como eu quisesse. Resolvemos que o Ano Novo seria exatamente assim, confortável e juntinhos!

Aos poucos, estamos criando as nossas próprias tradições natalinas e de Reveillon. Hoje tenho mais noção de como as coisas acontecem e então, eles ficam na expectativa pela montagem da árvore e a decoração da casa (que sempre acontece lá pelo final de novembro), já começam a pensar nas férias, na ceia, nos doces, nas cartinhas para o Noel e na noite em que assistiremos aos fogos lá do alto, e que no dia seguinte, iremos meditar. É a nossa tradição, a tradição de nossa pequena família,  até se tornar o que eram as tradições dos nossos próprios pais: sensação de “porto seguro”, conforto, lar…

Faltando poucos dias para as festas, posso dizer para vocês que este será o terceiro ano seguido em que estamos exatamente onde queríamos estar, felizes com o que temos, com nossos laços, nosso amor de verdade, com os presentes que não têm preço e o mais importante, todos conscientes de que, amor, perdão, compaixão, solidariedade, doação e união não são “coisas” que estão entre nós apenas neste período do ano e sim, todos os dias, em todos os momentos, um por todos e todos por um!

E é isso que eu desejo para cada um de vocês, que todos os bons desejos e vibrações da noite de Natal e Ano Novo, estejam presentes em suas vidas por todos os dias do ano e que você possa desacelerar e perceber que, como dizia o poeta* “o essencial é invisível aos olhos e só se vê bem, com o coração!”.

Feliz Natal!

Bjs 😉

*Antoine de Saint Exupery em, O Pequeno Príncipe

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